quarta-feira, 31 de dezembro de 2008




Khaled Hosseini

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Khaled Hosseini (Cabul, 4 de Março de 1965) é um romancista e médico afegão, com naturalização estadunidense. É o autor do romance best-seller, The Kite Runner ("O Caçador de Pipas").

Biografia

Hosseini nasceu na capital do Afeganistão, Cabul. Sua mãe era professora de uma escola de segundo grau para garotas em Cabul. Seu pai se envolveu com o Ministério do Exterior afegão. Em 1970, o Ministério do Exterior enviou sua família para o Teerã, Irã, onde seu pai trabalhou para a Embaixada Afegã. Em 1973, Hosseini e sua família retornam à Cabul. Em Julho de 1973, na mesma noite em que nasce o irmão mais jovem de Hosseini, o reino do Afeganistão muda de mãos através de um golpe sem derramamento de sangue.

Em 1976, Khaled Hosseini e sua família se mudam para Paris, França, por conta do novo emprego do seu pai. Eles não voltam ao Afeganistão porque, enquanto estavam em Paris, comunistas tomaram o poder do país por meio de um golpe cruel. Deste modo, foi consentido à família Hosseini, asilo político, nos EUA, onde passaram a residir em San Jose, Califórnia. Suas propriedades foram todas deixadas no Afeganistão e eles foram forçados a sobreviver com ajuda governamental por um curto período.

Hosseini formou-se na escola secundária em 1984 e inscreveu-se na Universidade de Santa Clara, onde ganhou título de Bacharel em Biologia, em 1988. Após alguns anos, ele ingressou na Universidade da Califórnia, San Diego, escola de Medicina, onde recebeu o título de Doutor em Medicina em 1993. Ele completou o período de residência em Medicina Interna na Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, no ano de 1996. Khaled Hosseini continua praticando medicina. Khaled Hosseini é casado com Roya Hosseini (sobrenome de casada), e tem dois filhos, Harris e Farah, a quem considera a noor de seus olhos.

Influências

Quando Hosseini era criança, leu desde poesias persas à romances como Alice no País das Maravilhas e a série do detetive Mike Hammers, do escritor Mickey Spillane. As memórias de um Afeganistão pré-invasão soviética e suas experiências pessoais, o levaram a escrever o seu primeiro romance, The Kite Runner (O Caçador de Pipas). Um homem hazara, chamado Hossein Khan, trabalhou para os Hosseini quando eles moravam no Irã. Quando Hosseini estava cursando seu terceiro grau, ensinou Khan a ler e a escrever. Ainda que o relacionamento com Hossein Khan tenha sido breve e um tanto formal, a afeição de Hosseini por esta rápida amizade serviu como inspiração para o relacionamento entre Hassan e Amir em The Kite Runner.

Obras

  • The Kite Runner (ISBN 1-59448-000-1) (O Caçador de Pipas) é a história do jovem garoto, Amir, que, mesmo depois de adulto, é constantemente atormentado por memórias de um trágico evento que ocorrera em sua infância. O romance tem como cenários o Afeganistão, desde a queda da monarquia até o colapso do regime Talibã, e a cidade de São Francisco, EUA. Dentre os diversos temas abordados, encontram-se as tensões étnicas entre os Hazara e os Pashtun no Afeganistão, e as experiências de imigração de Amir e seu pai para os EUA. O romance é o terceiro lugar entre os mais vendidos em 2005 nos EUA[1].

Hosseini dedicou este livro aos seus filhos, Harris e Farah, e às crianças do Afeganistão. Pouco depois o filme O Caçador de Pipas foi lançado, numa produção de Sam Mendes.

  • A Thousand Splendid Suns (A Cidade do Sol) é o encontro de duas histórias. Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ganymédes José

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Ganymédes José Santos de Oliveira (Casa Branca, 15 de maio de 19369 de julho de 1990) foi um dos mais influentes escritores da literatura infantil brasileira nos anos 70 e 80. Recebeu vários prêmios, como o Prêmio APCA 1976, da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Jabuti 1985, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros. Também exerceu as profissões de cronista, ficcionista, poeta, tradutor, teatrólogo, musicista, restaurador de imagens sacras, advogado, professor e ilustrador de livros


Biografia

Juventude

Ganymédes José nasceu no município de Casa Branca, interior de São Paulo, em 15 de maio de 1936. Filho primogênito de João de Oliveira e Rita Conceição Santos Oliveira, contava que, na hora do seu batizado, o padre ameaçou energicamente: "Com nome de pagão eu não batizo! Só se juntarem José." E concluía: "Daí eu virei substantivo composto." Cresceu num mundo mágico, pois seus pais eram artesãos e tinham grande criatividade para os trabalhos manuais, como enfeitar festas de criança, construir presépios movimentados etc.

Em 1944, com apenas oito anos, escreve o seu primeiro livro entitulado O Porquinho Teimoso, no qual narrava a trajetória de um porquinho cujo sonho era tocar violino numa orquestra. Quandomostrou a história para o pai, este, com toda a paciência, datilografou o conto, grampeou as folhas e, entregando o caderno, disse: "Aí está seu livro. Agora, é só fazer os desenhos."

Ganha Menção Honrosa no Concurso Literário Galeão Coutinho ainda no ginásio, em 1952, promovido pela União Paulista de Educação através do Jornal de Notícias, de São Paulo.

Em 1954 formou-se professor normalista cursando o magistério pelo Instituto de Educação Dr. Francisco Thomaz de Carvalho, uma das primeiras escolas do interior do estado, vindo a ganhar o Brasão da Cidade (promovido pela prefeitura municipal) em 1958. No ano que se formou como bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1959), sua peça Juana Maria dos Presentes foi para os palcos sob a direção de Milton Andrade, velho companheiro de curso, e mereceu da crítica campineira a Medalha de Prata como autor-revelação do II Festival Universitário de Campinas.

Retornando a Casa Branca, começou a trabalhar no Cartório de Notas de seu pai e lecionou inglês na escola de Comércio. Nove anos depois, em 1968, foi vencedor do I Festival de Música Popular de Casa Branca.

A fama

Em 1972, aceitou o desafio-convite de Ignácio de Loyola Brandão para escrever A Vida de Cristo, em vinte fascículos, sua primeira possibilidade de ser escritor editado. Nessa época lecionava português e cursava a faculdade de Letras de São José do Rio Pardo.

No ano seguinte sai o seu primeiro romance publicado, A Noite dos Grandes Pedidos, acompanhado de uma fecunda produção de textos (pelas séries Inspetora, Vivi Pimenta e Goiabinha), romances, novelas, literatura infanto-juvenil, com mais de cem livros publicados num período de dez anos, datilografando apenas com três dedos e consagrando-se como um dos grandes nomes da literatura infantil no Brasil naquela década, servindo de inspiração para muita gente do ramo, como Stella Carr, Álvaro Cardoso Gomes, Lourenço Diaféria e Pedro Bandeira.

A Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) concedeu-lhe o prêmio de melhor livro infantil por A Galinha Nanduca, em 1976. Meses depois, em setembro de 1976, publicou a obra Quando Florescem os Ipês, que nada foi alterado na revisão gramatical, após ter permanecido quinze anos guardado numa gaveta à espera de publicação. No dia 31 de dezembro foi apresentado para todo o Brasil no programa Cidade contra Cidade, de Sílvio Santos, onde eram apresentados os melhores números do ano com relação a vendagens, tendo a honra de ver seu nome nos dois primeiros números colocados no fechamento do programa.

Através de pesquisa efetuada pelo MEC nas salas circundantes no período de junho de 1979 a junho de 1980, a ordem de autores mais lidos no país era a seguinte: 1. Walt Disney (HQ's); 2. Ganymédes José; 3. Irmãos Grimm e 4. Monteiro Lobato.

Recebeu e aceitou o convite para se tornar membro efetivo da Academia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil em 1979.

Talvez, com certa intuição de que partiria cedo, Ganymédes escreveu em ritmo de avalanche, o que fez com que a "crítica oficial" o considerasse, durante muitos anos, como um escritor menor, o que estava longe de ser verdade e o tempo se encarregou de prová-lo. Escritor de linhagem lobatiana, Ganymédes, tal qual Lobato, criou mundos onde as crianças adoram viver. Com a diferença exigida pelos nossos tempos de que não há individualismos prepotentes (como o de Emília, a grande presença no mundo lobatiano, de raízes nietzschianas), no universo de Ganymédes José as lideranças pertencem a grupos, nunca a um determinado personagem. O bom humor, o riso onipresente na maior parte de suas tramas provém de uma visão de mundo realista, mas otimista e gaiata, que privilegiava a vida como o bem mais precioso. Daí suas sátiras às vaidades, preconceitos ou tolices formais que há séculos são cultivadas pela sociedade. Suas narrativas transmitem a certeza de que o essencial é a vida, o amor e que a nossa presença no mundo só adquire valor na medida em que lutamos pelos ideais de fraternidade e justiça. Daí sua predileção pelas existências comuns (sem heróis ou heroínas de exceção...) e pelas situações banais do cotidiano, onde de repente surge o inesperado, o mistério ou o insólito.

Década de 1980

Passou a receber inúmeras cartas de fãs de diversas partes do país, em sua maioria compostos de jovens que tiveram acesso e conhecimento de suas obras através das atividades escolares. Uma dessas jovens, de nome Cláudia, lhe inspirou a escrever outra obra que mais tarde seria, dentre todas, uma das mais populares nos anos 80, Um Girassol na Janela, que rapidamente fez com que a primeira tiragem se esgotasse em questão de semanas.

Era o ano de 1984 e autores infantis no Brasil estavam em "voga", impulsionados pelo fim da repressão de vinte anos provocada pela ditadura militar. Uma variedade de títulos voltado a temas que antes eram considerados tabus, foram despejados no mercado, possibilitando com que a literatura infanto-juvenil no Brasil ganhasse, em poucos anos, um crescimento como jamais visto. Ganymédes juntou-se a essa geração, trazendo consigo um reconhecimento conquistado na década anterior.

Em 1985 ganhou o Prêmio Jabuti ao lado de Giselda Laporta Nicolelis, concedido pela Câmara Brasileira do Livro.

A partir daí pôde dedicar todo o tempo aos livros, ora lecionando e curtindo seus alunos, ora sentado à mesa usando uma boa e velha máquina de escrever (sentia certo pavor diante dos computadores), escrevendo peças para teatro infantil, traduzindo livros, respondendo cartas e escrevendo crônicas para o jornal Casa Branca Hoje.

O fim

Seu grande desafio veio no ano de 1989, enquanto escrevia Posso Te Dar Meu Coração, quando idealizou escrever um livro sobre drogas. Numa viagem para Curitiba, a fim de concretizar negócios editoriais, recebe o convite do psicólogo Carlos T. Grzybowski para pôr em prática o seu projeto, e se dispôs a ajudá-lo. Ganymédes foi para São Paulo mas voltou à Curitiba com o intuito de cumprir a missão, visitando casas de recuperação e entrevistando ex-drogados em companhia do amigo. Com os originais prontos para a publicação, a Editora Moderna rejeitou na primeira tentativa, e Ganymédes se viu na necessidade de reformulá-los. Foram vários meses de luta para que a editora aceitasse o desafio de publicar a obra, que ganhara o nome de Uma Luz no Fim doTúnel.

No dia 9 de julho de 1995, quando Ganymédes se preparava para o lançamento, seu coração parou repentinamente de bater e veio a falecer após uma parada cardíaca, na mesma casa em que nasceu, no município de Casa Branca.

Estilo literário

Muitos livros de Ganymédes são verdadeiros cine-mentais, com uma descrição precisa e mágica de cenários e personagens. As cores sutis e bem colocadas refletem, de certa forma, o elemento mais forte: o clima, a emoção que a tudo envolve. E o ritmo, que permite ao leitor caminhar na história, adentrar um personagem, envolver-se totalmente. Obras como Meu Nome É Esperança! e A História do Galo Marquês são exemplos do cinema interior proposto por Ganymédes José. Imagens que chegam a ter "cheiros": de terra, de chuva no asfalto, de papel celofane, do pão saindo do forno, das coisas frias aos sentimentos ternos, fazendo com que o leitor se sensibilize pela narrativa fluente.

Viagem, um de seus primeiros livros, é inteiramente ilustrado com motivos vitorianos, crianças e flores, na diagramação de seu irmão, o artista plástico Tenê, de Casa Branca. Eis o caminho de um menino através do presépio, na véspera de Natal, aceitando o convite de Frei Sineiro, um boneco de chocolate com rosto de massa de amêndoas. Neste livro, cada página é um momento dessa viagem, um espaço para conhecer cada personagem que surge repentinamente e para refletir sobre as mensagens simples da existência. Ganymédes José que, desde a infância, conviveu com a magia dos grandes presépios móveis construídos habilmente pelo seu pai, soube estender o convite a todos os leitores, com palavras delicadas e firmes



quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Vincent van Gogh

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Vincent van Gogh

Auto-Retrato, 1887


















Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista neerlandês, freqüentemente considerado um dos maiores de todos os tempos.

Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência ou até mesmo manter contactos sociais. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, suicidando-se.

A sua fama póstuma cresceu especialmente após a exibição de 71 das suas telas em Paris, a 17 de Março de 1901. Somente após a sua morte sua obra foi amplamente reconhecida.

A influência de Van Gogh no expressionismo, fauvismo e abstraccionismo foi notória e pode ser reconhecida em variadas frentes da arte do século XX. Van Gogh é considerado pioneiro na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas.

O Museu Van Gogh em Amesterdã é dedicado aos seus trabalhos e aos dos seus contemporâneos.


Primeiros anos

Vincent aos treze anos, em 1866
Vincent aos treze anos, em 1866

Vincent nasceu em Zundert, uma cidade próxima a Breda, na província de Brabante do Norte, nos Países Baixos (mais conhecidos no Brasil e em Portugal como Holanda). Era filho de Theodorus, um pastor da Igreja Reformada Neerlandesa, e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius (Cor); e três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina (Will).

Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. A vasta correspondência entre Theo e Vincent foi preservada e publicada em 1914, trazendo a público inúmeros detalhes da vida privada do pintor, bem como de sua personalidade. É através destas cartas que se sabe que foi Theo quem suportou financeiramente o irmão durante a maior parte da sua vida.

Aos 16 anos, por recomendação de seu tio Vincent (ou Cent), começou a trabalhar para um comerciante de arte estabelecido na Haia, na empresa Goupil & Cie. Quatro anos depois foi transferido para Londres, e depois para Paris.

No entanto, Vincent Van Gogh estava cada vez mais interessado em assuntos religiosos, e acabou sendo demitido da galeria. Ele então decide retornar à Inglaterra para fazer um trabalho sem remuneração. Durante o Natal, Van Gogh retornou para casa e começou a trabalhar numa livraria. Ele ficou seis meses no novo emprego, onde gastava a maior parte de seu tempo traduzindo a Bíblia.

Em 1877 sua família mandou-o para Amsterdam, onde morou com seu tio Jan. Van Gogh preparou-se para os exames de admissão da Universidade de Teologia com seu tio Johannes Stricker (teólogo), mas fracassou. Mudou-se então para a Bélgica, e novamente fracassou nos estudos da escola Missionária Protestante. Em 1879, ainda na Bélgica, começou um trabalho temporário como missionário em uma comunidade pobre de mineiros.

Estudos de arte

Em 1880, Vincent decidiu seguir a sugestão do seu irmão Theo e levar a pintura mais a sério. Ele partiu para Bruxelas para tomar aulas com Willem Roelofs, que o convenceu de tentar a Academia Royal de Artes. Lá ele estudou um pouco de anatomia e de perspectiva.

Em 1881, Van Gogh mudou-se com a família para Etten. onde ficou amigo de Kee Vos-Stricker, sua prima e filha de Johannes Stricker. Ao pedi-la em casamento, ela o recusou com um energico "nunca". Porém, Van Gogh insistiu em sua idéia, o que gerou conflitos com seu pai. No final do mesmo ano, Vincent partiria para a Haia.

Na Haia, ele juntou-se a seu primo, Anton Mauve, nos estudos de arte. Envolveu-se com uma prostituta grávida e já mãe de um filho, conhecida como Sien. Quando o pai de Van Gogh soube do relacionamento do filho, exigiu que ele a abandonasse.

Em 1883, mudou-se para Nuenen (Holanda) onde se dedicou à pintura. Lá se apaixonou pela filha de uma vizinha, Margot Begemann. Decidiram se casar, mas suas famílias não aceitaram o casamento. Margot então tentou o suicídio. Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarte. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata. Em novembro do mesmo ano, muda-se para Antuérpia.

Com pouco dinheiro, ele preferia mandar dinheiro para Theo em Paris, para que este lhe enviasse material de pintura, a comer uma boa refeição. Enquanto estava em Antuérpia, dedicou-se ao estudo das cores e visitou museus, apreciando trabalhos principalmente de Peter Paul Rubens, e tornou-se um bebedor freqüente de absinto. Foi nesta altura que entrou em contacto com a arte japonesa, da qual se tornou fervoroso admirador e que posteriormente o influenciaria pelas cores fortes e uso das linhas.

Em 1886, matriculou-se na Ecole des Beaux-Arts de Antuérpia.

Paris

Van Gogh Pintando Girassóis, tela de Paul Gauguin de 1888
Van Gogh Pintando Girassóis, tela de Paul Gauguin de 1888

Na Primavera de 1886, Van Gogh mudou-se para Paris, onde dividiu um apartamento em Montmartre com Theo. Depois, os dois mudaram-se para um apartamento maior na Rue Lepic, 54. Por alguns meses, Vincent trabalhou no Estúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russell, Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros.

Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent e Émile Bernard começaram o uso da técnica do pontilhismo, inspirados em Georges Seurat.

Em 1887, conhece Paul Gauguin, e mais para o final do ano expõe em Montmartre. No próximo ano, decide mudar-se de Paris.

Artes

Vincent van Gogh chegou em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888. A cidade era um local que o impressionava pelas paisagens e onde esperava fundar uma colônia de artistas.

Foi para decorar a sua casa em Arles (conhecida como "a casa amarela") que Van Gogh pintou a série de quadros com girassóis, dos quais um se tornaria numa das suas obras mais conhecidas. Dos artistas que deixara em Paris, apenas Gauguin respondeu ao convite feito para se instalar em Arles. O Vinhedo Vermelho, único quadro vendido durante a sua vida, foi pintado nesta altura. Ele o vendeu por 400 francos.

Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, freqüentes. Vincent teve vários episódios de violência, sobretudo contra si próprio, culminando na noite de 23 de dezembro de 1888, quando chegou a cortar um pedaço de sua orelha esquerda, que ofereceu depois a uma prostituta sua amiga. Rachel, a prostituta de um bordel local, recebeu a orelha embrulhada em papel de jornal. Gauguin então manda um telegrama para Theo e volta para Paris, julgando melhor não visitar Vincent no hospital.

Retrato do Dr. Gachet, obra de 1890
Retrato do Dr. Gachet, obra de 1890

O estilo de pintura acompanhou a mudança psicológica e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas. O seu estado depressivo agravou-se e, em 1889, pediu para ser internado na clínica psiquiátrica do Mosteiro de St. Paul na Provença. O jardim do mosteiro transformou-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas.

Em maio de 1890, Vincent deixou a clínica e mudou-se de novo para perto de Paris (em Auvers-sur-Oise), onde podia estar mais perto do seu irmão e frequentar as consultas do doutor Paul Gachet, um especialista habituado a lidar com artistas, recomendado por Camille Pissarro. Gachet não conseguiu melhorias no estado de espírito de Vincent, mas foi a inspiração para o conhecido Retrato do Doutor Gachet.

Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de Julho de 1890, depois de semanas de atividade criativa, Van Gogh disparou um tiro sobre o peito, morrendo dois dias depois. As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: "La tristesse durera toujours" ("A tristeza durará para sempre").

Principais obras

Haia

  • Sorrow (litografia, 1882)
  • Homem Velho com a Cabeça em Suas Mãos ("At Eternity's Gate") (litografia, 1882)

Nuenen

Antuérpia

Paris

Arles

Saint-Rémy

Auvers-sur-Oise

Curiosidades

  • Seu irmão Theo morreu seis meses depois do falecimento de Vincent. Tendo sido enterrado primeiramente em Utrecht, sua esposa Johanna encarregou-se de levar seu corpo para ser enterrado lado a lado com o de Vincent, em Auvers-sur-Oise, onde ambos estão até hoje.
  • Van Gogh vendeu uma única tela enquanto vivo, A Vinha Encarnada, por 400 francos. Em 1990, cem anos após sua morte, outra tela sua, Retrato do Dr. Gachet, alcançou o valor de US$ 82,5 milhões, um recorde até então.
  • 150 psiquiatras examinaram Van Gogh, e 30 diagnósticos diferentes foram dados, entre eles: envenenamento pela tintas, distúrbio bipolar, esquizofrenia, sífilis, epilepsia, porfiria aguda agravados por insônia, má nutrição, ingestão de álcool (absinto principalmente).
  • Algumas teorias sobre a visão de Van Gogh surgiram. Segundo alguns, Vincent teria sofrido de xantopsia (visão dos objetos em amarelo), por isso exagerava no amarelo em suas telas. Esta xantopsia pode ou não ter surgido pelo excesso de ingestão de absinto, que contém tujona, uma toxina. Outra teoria seria que doutor Gachet teria indicado o uso de digitalis para o tratamento de epilepsia, o que poderia ter ocasionado visão amarelada a Van Gogh. Outros documentos relatam ainda que na verdade Van Gogh seria daltônico.
  • A frase atribuída a ele: Meu melhor quadro é aquele que imaginei deitado na cama, através da fumaça do cachimbo e que nunca cheguei a pintar. é na verdade do personagem Cyprien no livro de Joris-Karl Huysmans, En Ménage. Van Gogh cita essa passagem em uma carta a Émile Bernard.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Augusto Cury




LIVRO QUE ESTOU LENDO NESSES DIAS.....MUITO BOM!


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Augusto Jorge Cury (Colina, 2 de outubro de 1958) é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Desenvolveu a teoria da inteligência multifocal, sobre o funcionamento da mente e o processo de construção do pensamento. Seus livros já venderam mais de 5 milhões de exemplares no Brasil[1][2].

É pesquisador na área de qualidade de vida e desenvolvimento da inteligência, abordando a natureza, a construção e a dinâmica da emoção e dos pensamentos. Desenvolve na Espanha pesquisa em Ciências da Educação na área de qualidade de vida. Publicado em mais de 40 países, Cury foi conferencista no 13° Congresso Internacional sobre Intolerância e Discriminação da Universidade BYU, nos Estados Unidos. É doutor honoris causa pela UNIFIL (Centro Universitário Filadélfia, em Londrina) e membro de honra da Academia de Sobredotados do Instituto da Inteligência, da cidade do Porto, Portugal. Além disso, ele é diretor da Academia de Inteligência, instituto que promove o treinamento de educólogos, educadores e do público em geral.

Em Março de 2008, foi criado o Centro de Estudos Augusto Cury, em Portugal, estando o mesmo integrado no Instituto da Inteligência daquele país.

Obras:


FRASE:

Violência gera violência, os fracos jugam e condenam, porém os fortes perdoam e compreendem.

Augusto Cury

sábado, 11 de outubro de 2008

valtaier




Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.



Carreira

Iniciado maçom no dia 7 de fevereiro de 1778 numa das cerimônias mais brilhantes da história da maçonaria mundial, a Loja Les Neuf Soeurs, Paris, inicia ao octogenário Voltaire, que ingressa no Templo apoiado no braço de Benjamin Franklin, embaixador dos EUA na França nessa data. A sessão foi dirigida pelo Venerável Mestre Lalande na presença de 250 irmãos. O venerável ancião, orgulho da Europa, foi revestido com o avental que pertenceu a Helvetius e que fora cedido, para a ocasião, pela sua viúva. Voltaire falece três meses depois.

Voltaire foi um teórico sistemático, mas um propagandista e polemista, que atacou com veemência todos os abusos praticados pelo Antigo Regime. Tinha a visão de que não importava o tamanho de um monarca, deveria, antes de punir um servo, passar por todos os processos legais, e só então executar a pena, se assim consentido por lei. Se um príncipe simplesmente punisse e regesse de acordo com o seu bem-estar, seria apenas mais um "salteador de estrada ao qual se chama de 'Sua Majestade'".

As idéias presentes nos escritos de Voltaire estruturam uma teoria coerente, que em muitos aspectos expressa a perspectiva do Iluminismo.

Defendia a submissão ao domínio da lei, baseava-se em sua convicção de que o poder devia ser exercido de maneira racional e benéfica.

Por ter convivido com a liberdade inglesa, não acreditava que um governo e um Estado ideais, justos e tolerantes fossem utópicos. Não era um democrata, e acreditava que as pessoas comuns estavam curvadas ao fanatismo e à superstição. Para ele, a sociedade deveria ser reformada mediante o progresso da razão e o incentivo à ciência e tecnologia. Assim, Voltaire transformou-se num perseguidor ácido dos dogmas, sobretudo os da Igreja católica. Sobre essa postura, o catedrático de filosofia Carlos Valverde escreve um surpreendente artigo, no qual documenta uma suposta mudança de comportamento do filósofo francês em relação à fé cristã, registrada no tomo XII da famosa revista francesa Correpondance Littérairer, Philosophique et Critique (1753-1793). Tal texto traz, no número de abril de 1778, páginas 87-88, o seguinte relato literal de Voltaire:

"Eu, o que escreve, declaro que havendo sofrido um vômito de sangue faz quatro dias, na idade de oitenta e quatro anos e não havendo podido ir à igreja, o pároco de São Suplício quis de bom grado me enviar a M. Gautier, sacerdote. Eu me confessei com ele, se Deus me perdoava, morro na santa religião católica em que nasci esperando a misericórdia divina que se dignará a perdoar todas minhas faltas, e que se tenho escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela. Assinado: Voltaire, 2 de março de 1778 na casa do marqués de Villete, na presença do senhor abade Mignot, meu sobrinho e do senhor marqués de Villevielle. Meu amigo."

Este relato foi reconhecido como autêntico por alguns, pois estaria confimado por outros documentos que se encontram no número de junho da mesma revista, esta de cunho laico, decerto, uma vez que editada por Grimm, Diderot e outros enciclopedistas. Já outros questionam a necessidade de alguém que já acredita em Deus ter que converter-se a uma religião específica, como o catolicismo.

Voltaire morreu em 30 de maio de 1778. A revista lhe exalta como "o maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição".

A família quis que seus restos repousassem na abadia de Scellieres. Em 2 de junho, o bispo de Troyes, em uma breve nota, proíbe severamente ao prior da abadia que enterre no sagrado o corpo de Voltaire. Mas no dia seguinte, o prior responde ao bispo que seu aviso chegara tarde, porque - efetivamente - o corpo do filósofo já tinha sido enterrado na abadia.

A Revolução trouxe em triunfo os restos de Voltaire ao panteão de Paris - antiga igreja de Santa Genoveva - , dedicada aos grandes homens. Na escura cripta, frente a de seu inimigo Rousseau, permanece até hoje a tumba de Voltaire com este epitáfio:

"Aos louros de Voltaire. A Assembléia Nacional decretou em 30 de maio de 1791 que havia merecido as honras dadas aos grandes homens".

Voltaire introduziu várias reformas na França, como a liberdade de imprensa, um sistema imparcial de justiça criminal, tolerância religiosa, tributação proporcional e redução dos privilégios da nobreza e do clero.




Biografia Voltaire

François-Marie Arouet mais conhecido pelo pseudónimo Voltaire foi um ensaísta, poeta, filósofo, dramaturgo e historiador francês.

Voltaire atacou com veemência todos os abusos praticados pelo Antigo Regime. Tinha a visão de que não importava o tamanho de um monarca, deveria antes de punir um servo, passar por todos os processos legais, e só então executar a pena, se assim consentido por lei.

Todas as ideias presentes nos escritos de Voltaire expressam a perspectiva do Iluminismo, era um acérrimo defensor da submissão ao domínio da lei, baseava-se em sua convicção de que o poder devia ser exercido de maneira racional e benéfica.

Por ter convivido com a liberdade inglesa, acreditava que era possível num governo e um Estado ideais, justos e tolerantes . Não foi democrata, e acreditava que as pessoas comuns. Voltaire transformou-se num perseguidor da Igreja católica.

Voltaire morreu em 30 de maio de 1778. Uma revista escreveu e declarou Voltaire como "o maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição".

A família quis que seus restos repousassem na abadia de Scellieres. A Revolução trouxe em triunfo os restos de Voltaire ao panteão de Paris - antiga igreja de Santa Genoveva. Na escura cripta, frente, permanece até hoje este escrito:

"Aos louros de Voltaire. A Assembleia Nacional decretou em 30 de maio de 1791 que havia merecido as honras dadas aos grandes homens".

Voltaire introduziu várias reformas na França, como a liberdade de imprensa, tolerância religiosa, um sistema imparcial de justiça criminal, tributação proporcional e redução dos privilégios do clero e da nobreza.




Obras

Desenho do séc.XVIII que serviu de ilustração a uma das edições do livro Histoire de Charles XII.
Desenho do séc.XVIII que serviu de ilustração a uma das edições do livro Histoire de Charles XII.