quarta-feira, 30 de julho de 2008
>>>Artigo Literatura nunca é apenas literatura |
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| João Alexandre Barbosa |
| Este texto aborda os temas 'produção literária' e 'leitura'. O autor focaliza o papel da Escola em relação às obras de arte e à literatura. |
"...a literatura nunca é apenas literatura; o que lemos como literatura é sempre mais - é História, Psicologia, Sociologia. Há sempre mais que literatura na literatura. No entanto, esses elementos ou níveis de representação da realidade são dados na literatura pela literatura, pela eficácia da linguagem literária. Então, entre esses níveis de representação da realidade e sua textualização, seu aparecimento enquanto literatura, há um intervalo - mas é um intervalo (...) muito pequeno ..."
"...é muito estranho que a Escola (...) pense o aluno como uma página em branco e não faça nada para aproveitar a alfabetização cultural que ele traz, só porque esta é diferente - não uma alfabetização de letrinhas, mas uma alfabetização cultural oferecida, por exemplo, pela televisão."
"A Escola tem de ajudar na discriminação, tem de dar elementos para avaliação, mas, mais do que isso, tem de mostrar ao aluno, passar para ele, que a arte em geral - e a literatura em particular - é um jogo que contém elementos lúdicos fundamentais."
"A Escola - desde o primário até o último grau - tem trabalhado muito mal nesse sentido. Isto porque, de um modo geral, ela tem-se preocupado muito com a passagem desses significados, assumindo uma postura moralista, positivista, herdeira de uma tradição que não recebeu ainda as críticas necessárias, visto que estas foram quase todas histéricas e momentâneas; tais críticas, no caso, deveriam vir de um conhecimento interno dessa Escola, de sua reformulação real e de seus princípios. Quando tudo isso ocorrer, então será possível pensar na literatura como criação, oficina, jogo, tarefa de realização fundamental do ser humano."
Herança
Eu vim de infinitos caminhos,
e os meus sonhos choveram lúcido pranto
pelo chão.
Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos,
essa vida, que era tão viva, tão fecunda,
porque vinha de um coração?
E os que vierem depois, pelos caminhos infinitos,
do pranto que caiu dos meus olhos passados,
que experiência, ou consolo, ou prêmio alcançarão?
domingo, 20 de julho de 2008
>>>Biografia
Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio.
O educador apresentou uma síntese inovadora das mais importantes correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos.
A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.
A carreira no Brasil foi interrompida pelo golpe militar de 31 de março de 1964. Acusado de subversão, ele passou 72 dias na prisão e, em seguida, partiu para o exílio. No Chile, trabalhou por cinco anos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Nesse período, escreveu o seu principal livro: Pedagogia do Oprimido (1968).
Em 1969, lecionou na Universidade de Harvard (Estados Unidos), e, na década de 1970, foi consultor do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional a governos de países pobres, a maioria no continente africano, que viviam na época um processo de independência.
No final de 1971, Freire fez sua primeira visita a Zâmbia e Tanzânia. Em seguida, passou a ter uma participação mais significativa na educação de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. E também influenciou as experiências de Angola e Moçambique.
Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil, onde escreveu dois livros tidos como fundamentais em sua obra: Pedagogia da Esperança (1992) e À Sombra desta Mangueira (1995). Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, foi secretário de Educação no Município de São Paulo, sob a prefeitura de Luíza Erundina.
Freire teve cinco filhos com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. Após a morte de sua primeira mulher, casou-se com uma ex-aluna, Ana Maria Araújo Freire. Com ela viveu até morrer, vítima de infarto, em São Paulo.
Doutor Honoris Causa por 27 universidades, Freire recebeu prêmios como: Educação para a Paz (das Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (da Organização dos Estados Americanos, 1992).
>>>Poesia
íbase para París, do padre y madre tenía.
Errado lleva el camino, errada lleva la guía,
arrimárase a un roble por esperar compañía.
Vio venir un caballero que a París lleva la guía.
La niña, desque lo vido, de esta suerte le decía:
-Si te place, caballero, llévesme en tu compañía.
-Pláceme, dijo, señora, pláceme, dijo, mi vida.
Apeóse del caballo por hacerle cortesía;
puso la niña en las ancas y él subiérase en la silla.
En el medio del camino de amores la requería.
La niña, desque lo oyera, díjole con osadía:
-Tate, tate, caballero, no hagáis tal villanía,
hija soy de un malato y de una malatía,
el hombre que a mi llegase malato se tornaría.
El caballero, con temor, palabra no respondía.
A la entrada de París la niña se sonreía.
-¿De qué vos reís, señora? ¿De qué vos reís, mi vida?
-Ríome del caballero y de su gran cobardía:
¡tener la niña en el campo y catarle cortesía!
Caballero, con vergüenza , estas palabras decía:
-Vuelta, vuelta, mi señora, que una cosa se me olvida.
La niña, como discreta, dijo: -Yo no volvería,
ni persona, aunque volviese, en mi cuerpo tocaría:
hija soy del rey de Francia y la reina Constantina,
el hombre que a mí llegase muy caro le costaría.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
FRASE
A leitura após certa idade distrai excessivamente o espírito humano das suas reflexões criadoras. Todo o homem que lê de mais e usa o cérebro de menos adquire a preguiça de pensar.
Albert EinsteinSubsídios para trabalhar com poesia em sala de aula
| A autora fala das dificuldades em trabalhar com poesia em sala de aula e chama a atenção para a importância de resgatar o sentido que a poesia possuía na antigüidade, quando cumpria múltiplas funções como ritual, entretenimento, enigma, profecia, filosofia e competição. “É na atividade criativa com a língua que a criança constrói formas originais de ver o mundo (...) O aluno entra em contato com os recursos estilísticos da poesia para reconhecer, interpretar e criar”. |
“A poiesis é uma função lúdica... Ela está para além da seriedade, naquele plano mais primitivo e originário a que pertencem a criança, o animal, o selvagem e o visionário, na região do sonho, do encantamento, do êxtase, do riso.”
(Johan Huizinga)
Poesia virou mito em nossas salas de aula. De modo geral, observamos resistências na escola em ler, interpretar, criar e recriar poemas. Poesia nos remete ao passado, coisa de nossos avós que declamavam para as visitas ou recitavam versos nas aulas de língua portuguesa.
A poesia reclama seu espaço e sua vez nesse planeta conturbado. Várias são as iniciativas de professores que recuperaram o prazer da leitura poética, a degustação de palavras combinadas, a viagem na fantasia das imagens, o fôlego da mesmice. Relatos publicados em sites e revistas de educação e os programas de cursos para professores provam que é possível romper o preconceito de que é difícil trabalhar com poesia.
“Poiesis”, palavra grega, significa “produzir, fazer,” criar uma realidade diferente da histórica e factual. A poesia na antigüidade era ritual, entretenimento, enigma, profecia, filosofia, competição. O poeta era concebido como um sábio e a função do poema era social, educar e guiar uma prática. Na Índia e Grécia antigas e no Império Romano, vários documentos, hinos, contratos e provérbios eram escritos em versos, em parte pela facilidade de memorização.
Para Huizinga, Johan no capítulo - O jogo e a poesia in “Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura” Editora Perspectiva, 1980: todo poema tem origem no jogo: jogo do culto, da corte amorosa, jogo marcial da competição, jogo do humor. Segundo o autor, tudo que transcende a esfera do juízo lógico e deliberativo é lúdico.
Há basicamente três tipos de poemas: Lírico - ritmo, musicalidade, brevidade e intensidade. “Eu lírico” é voz central. Ligado à música em sua raiz. Drama - baseado em diálogos, monólogos e conflitos interiores e sociais. Ligado ao teatro. Épico – o narrador apresenta personagens envolvidos em situações de uma história, uma batalha, um evento.
A experiência lingüística começa com o nascimento, quando os primeiros sons e acordes são ouvidos. O som, primariamente, extrapola o significado nas parlendas, canções de ninar, poemas. Em seu cotidiano, a criança vive a poesia através das brincadeiras, da invenção de rimas, dos trava-línguas, músicas, etc. É na atividade criativa com a língua que a criança constrói formas originais de ver o mundo.
As palavras na poesia têm muitos sentidos que variam de época, lugar, posição dela no poema, etc (ex: para Camões a palavra “gentil” é nobre e altiva, hoje ela tem outro significado).
Poesia tem alto poder de síntese, fala nas entrelinhas.
A poesia em Língua Portuguesa começa no fim do século XII, de cunho confessional, lírica chamada cantiga de amigo, de amor e de escárnio (as poesias eram cantadas). Os poetas usavam muito o recurso do exagero, da fatalidade (hipérbole) para responder a questão existencial: “Quem sou eu?”.
Até o fim do século XVIII (Classicismo) a poesia continua sendo expressa “segundo a crença corrente de que o homem, em geral, é um ser superior, senhor absoluto da natureza, da ciência e da arte....São justamente essas as características básicas do Classicismo, que prega o controle das emoções pela razão” (Carlos Felipe Moisés in “Poesia não é difícil” Editora Artes e Ofícios, 1996).
Depois vem a revolução Romântica, século XIX, quando as emoções podem ser extravasadas de todas as formas: “o desespero, a aflição, a instabilidade, a sensação se desamparo absoluto, que leva a maioria dos seus poetas a afirmar que preferem a morte”. (idem). O autoconhecimento é emocional, pessoal.
Na poesia Moderna, não se tem certeza de nada. ”O autoconhecimento é uma espécie de aventura, um mergulho no desconhecido. O homem moderno tem consciência aguda do relativismo de todas as coisas. “(idem)
“Eu sou eu mais a minha circunstância.” (Ortega y Gasset - filósofo espanhol).
Os traços de vida cotidiana que caracterizam a escola modernista têm origem em poucos poetas nas cantigas medievais de escárnio ou maldizer (Gregório de Matos-1633-1696 e Bocage-1765 -1805) ao lado de cantigas de amor e de amigo. Nos séculos XVII e XVIII, o sensualismo e erotismo só aparecem nos gêneros considerados “menores” (sátira, burlesco) e o bom gosto do salão exigia poesia lírica com pudor e idealização. “No Romantismo tem início a liberação... atenuam o rigor das restrições morais e literárias dando vazão ao sensualismo...” (Idem).
No século XX que assiste ao desenvolvimento urbano e industrial, a poesia moderna fixa atenção “na paisagem formada pelos objetos familiares e pela vida cotidiana” (idem).
A “arte pela arte” predomina no Romantismo, arte como um fim em si. (parnasianos e simbolistas). No início do século XX ressurge a “arte útil” graças a J.Paul Sartre (1905-1980), arte engajada. Troca-se o ingênuo romântico pela inocência vista como uma volta à pureza da infância (Charles Baudelaire- 1821-1867). Para esse escritor “a poesia é a infância reencontrada” .
Poesia entra no mundo infantil como jogo, enfatiza Huizinga (idem). É jogo verbal em uma construção sutil de frases que permite a exploração de múltiplos significados, de recriação sonora e semântica, de adivinhações, de deslocamentos de pensamento e ação, etc. Esses jogos tornam-se mais complexos e as regras sendo introduzidas para garantir resultados mais elaborados. O aluno entra em contato com os recursos estilísticos da poesia para reconhecer, interpretar e criar.
Como diz José Paulo Paes em “Poesia para crianças - Um depoimento” Editora Giordano,1996 ”... a poesia tende a chamar a atenção da criança para as surpresas que podem estar escondidas na língua que ela fala todos os dias sem se dar conta delas”. Ou então, Jerome Rothemberg: “a poesia imita o pensamento ou ação. Ela propõe seu próprio deslocamento. Permite a vulnerabilidade e o conflito....aberta à mudança, a uma troca de idéias. O que é linguagem. O que é realidade. O que é experiência...”
T.S.Eliot in “De poetas e de poetas” - Editora Brasiliense 1991, se refere às funções da poesia: “comunicar uma nova experiência, nova compreensão do que é familiar ou expressão de algo que experimentamos e para o que não temos palavras”.
Na prática, porém, ouvimos com freqüência as seguintes questões: como despertar o prazer pela leitura de poesia? Como ensinar poesia? Como fazer os alunos lerem e escreverem poesia?
Segundo Ligia M. Averbuck in “Leitura em crise na escola” org. Regina Zilberman Editora Mercado Aberto, 1984 ”mais do que “ensinar poesia”, caberia antes, discutir o termo “ensinar”. O caminho seria o de criar uma “impregnação” ou de uma “sensibilização”, “aproximação”, ou “leitura”, do que propriamente de “ensino” “. “Na criança, tanto o desenvolvimento da personalidade e da sensibilidade quanto a expansão do real pela poesia, e pela arte em geral, se dão por meio do fluxo da fantasia, por sua percepção particular do mundo.”
Enquanto no adulto o que supre a suplência da percepção é o conhecimento prévio, na criança o que substitui a imperfeição do conhecimento é a imaginação.(idem)
Poesia pode ser definida como “a ordenação rítmica ou simétrica da linguagem, a acentuação eficaz pela rima ou pela assonância, o disfarce deliberado do sentido, a construção sutil e artificial das frases”. (Huizinga, J)
Abrir um livro de poemas e começar a ler com freqüência para o colega na sala dos professores, para o(a) filho(a), sobrinho(a), namorado(a), marido, mãe, etc, pode ser uma forma prazerosa de preparar o trabalho com a poesia em sala de aula.
Tenho certeza que uma porta se abrirá e o caminho para chegar no aluno e partilhar com ele da beleza da poesia acontecerá.
*Miriam Mermelstein é pedagoga e autora de obras de Literatura Infantil, tendo ministrado as oficinas “A poesia em sala de aula” e “Abraçando a palavra” no CRE Mario Covas, durante o 1º semestre de 2004
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Inúmeros pesquisadores têm-se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia-a-dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas. Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado. Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-Ia, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender.
Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.
A professora e autora Maria Helena Martins chama a atenção para um contato sensorial com o objeto livro, que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter. A autora comenta que "esse jogo com o universo escondido no livro "pode estimular no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com o mundo.
Esses primeiros contatos despertam na criança o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais freqüente for o contato da criança com o livro.
Às crianças brasileiras, o acesso ao livro é dificultado por uma conjunção de fatores sociais, econômicos e políticos. São raras as bibliotecas escolares. As existentes não dispõem de um acervo adequado, e/ou de profissionais aptos a orientar o público infantil no sentido de um contato agradável e propício com os livros.
Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas. Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças.
É de extrema importância para os pais e educadores discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, bem como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvimento do leitor crítico.
Podemos tomar as orientações da professora Regina Zilberman, estudiosa em literatura infanto-juvenil e leitura, como forma de motivarmos as crianças e os jovens ao hábito de ler: abordar as relações entre a literatura e ensino legitimando a função da leitura, sugerindo livros, assim como atividades didáticas, a fim de alcançar o uso da obra literária em sala de aula e nas suas casas com objetivos cognitivos, e não apenas pedagógicos; considerar o confronto entre a criação para crianças e o livro didático, tornando o último passível de uma visão crítica e o primeiro ponto de partida para a consideração dos interesses do leitor e da importância da leitura como desencadeadora de uma postura reflexiva perante a realidade.
Assim, com relação à leitura e à literatura infantil, pais e professores devem explorar a função educacional do texto literário: ficção e poesia por meio da seleção e análise de livros infantis; do desenvolvimento do lúdico e do domínio da linguagem; do trabalho com projetos de literatura infantil em sala de aula, utilizando as histórias infantis como caminho para o ensino multidisciplinar.
Estratégias para o uso de textos infantis no aprendizado da leitura, interpretação e produção de textos também são exploradas com o intuito final de promover um ensino de qualidade, prazeroso e direcionado à criança. Somente desta forma, transformaremos o Brasil num país de leitores.
Renata Junqueira de Souza é PhD em Literatura e Educação e professora do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP - Universidade Estadual de São Paulo, onde coordena o Núcleo Lúdico de Pesquisa e Extensão.
Email para contato: renataecia@stetnet.com.br
Artigo extraído da revista Comunicação e Cultura, editado pela Editora Paulus - abril/maio de 2003.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Inicia-se este artigo lembrando das sábias palavras do escritor Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. Entretanto, aqui no Brasil, parece que os governantes se esqueceram dessa frase célebre de Lobato. Na atual conjuntura, parece que o Brasil está sendo feito de corrupção, maus políticos, violência e medo.
Uma reportagem publicada pela revista Desafio do Desenvolvimento, em janeiro de 2006,traz o valor da leitura à tona. Para a elaboração desse artigo, Raul Wassermann baseou-se em uma pesquisa feita por economistas do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Lembra que a situação do mercado editorial não é uma das melhores. “Na apresentação dos resultados, os pesquisadores observam que não entendem porque o setor não está berrando por mais apoio e fica escondendo a verdade”.
O ponto fundamental que o artigo enfatiza diz respeito à importância da leitura para o futuro de um país, já que a leitura possibilita a aprendizagem em vários assuntos.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
Filme
Foi realizada nesta terça-feira (8), em São Paulo, a primeira sessão para a imprensa brasileira do aguardadíssimo “O cavaleiro das trevas”, novo filme do Batman, dirigido por Christopher Nolan, que já havia carimbado sua assinatura também em “Batman begins” (2005). Além do evidente apelo do homem-morcego, personagem criado por Bob Kane, o longa vinha sendo esperado com tamanha ansiedade por revelar a última atuação de Heath Ledger –morto em janeiro de overdose acidental de remédios (ele começou a filmar “The imaginarium of Doctor Parnassus”, mas o filme não foi terminado).
Ledger, rosto conhecido e querido das adolescentes por atuações em comédias românticas como “10 coisas que eu odeio em você”, reencarna o papel que foi de Jack Nicholson em 1989, no “Batman” de Tim Burton: o Coringa. E é justamente o vilão que faz deste “O cavaleiro das trevas”, já naturalmente obscuro, o mais macabro entre os filmes do super-herói dos quadrinhos.
Com um humor negro, inteligente e sádico, Coringa deixa toda a população de Gotham City em pânico ao realizar uma série de atentados sem precedentes. Ele ainda se mete com a máfia, se aproveita do serviço de policiais corruptos e ameaça o amor de Brune Wayne, a bela Rachel Dawes (antes vivida por Katie Holmes e agora devidamente substituída por Maggie Gyllenhaal).
Revelar muito mais que isso tão antes da estréia –marcada aqui no Brasil para o dia 18 de julho em cerca de 600 salas de cinema- seria estragar tantas surpresas preparadas com afinco e genialidade por Nolan e seu irmão, Jonathan, que assinam juntos o roteiro.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
La celebración del sueño americano
La celebración del sueño americano
Cada año cientos de miles de inmigrantes en Estados Unidos deciden solicitar la ciudadanía estadounidense. El largo y delicado proceso culmina jurando lealtad a su nueva nación. Según el Servicio de Ciudadanía e Inmigración de los Estados Unidos, USCIS (U.S. Citizenship and Immigration Services), cada año se naturalizan más de 700.000 personas. Durante la semana del 4 de julio de 2007, una tradicional fecha para esta celebración, juraron más de 4.000 nuevos americanos participando desde sitios remotos como Irak, Guam, Corea del Sur y en escenarios diversos como a bordo del buque USS Constitution en el puerto de Boston y en el parque Disney World de Orlando, Florida.
Por: Elianne E. González (© Power Content Inc.)
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Vamos fugir
Pro outro lugar, baby
Vamos fugir
Eu tô cansado de esperar
Que você me carregue
Vamos fugir
Desse lugar, baby
Vamos fugir
Eu tô cansado de esperar
Que você me carregue
Pois diga que irá,
Irajá, Irajá
Pra onde eu só veja você,
Você veja-me só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar ao sol,
Que lugar ao sul,
Céu azul, céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu
Então
Vamos fugir
Pra onde haja um tobogã,
Onde a gente escorregue
Todos aqueles dias de manhã
Flores que a gente regue
Aquela banda de maça
Outra banda de regue
terça-feira, 1 de julho de 2008
Matematica relacionado a filosofia e sociologia
Eu só descobri que não entendia nada de matemática quando conversava com um colega russo, no mestrado, sobre o assunto. Aquilo que pra mim exigia um grande esforço mental, de montagem de equações e de tentativa de operações algébricas, para ele era visivelmente algo automático, instintivo, como a construção de uma frase em sua língua natal. Não sei exatamente como os russos ou os asiáticos ensinam a matemática, mas hoje entendo por que o nosso ensino é tão fraco. No Brasil, não se ensina matemática. Se ensina a resolução de problemas matemáticos.
Nossas escolas explicam a mecânica da coisa. Pra somar e subtrair, você "passa um pra lá", "tira um de lá" e pronto, está aí o resultado. Multiplicação é simples: basta decorar a tabuada e, para números maiores, adicionar a mecânica da adição. A divisão é também uma questão quase geográfica: coloque o divisor aqui, o dividendo ali, na "cadeirinha", puxe a tabuada da memória e vá seguindo até que se encontre o resultado e o "resto". Trigonometria é um exercício de decoreba de fórmulas e ângulos. Geometria é como se fosse um quebra-cabeça com algumas peças faltando: basta saber que a soma dos ângulos de um triângulo é 180 graus, ou o teorema de Pitágoras ou a fórmula do raio de uma circunferência para se resolver todo e qualquer problema. Os problemas costumam ser de uma inutilidade total, mais na linha de "um círculo inscrito em um quadrado de lados..." do que "para colocar uma pizza em uma caixa quadrada...".
O problema é fundamentalmente filosófico, epistemológico: a maioria das pessoas entende a matemática como uma ferramenta que precisamos dominar para resolver alguns problemas do cotidiano. Mas a matemática não é isso. A matemática é uma linguagem que descreve o mundo. Todo o mundo físico é traduzível em números, com acuidade muito maior do que a descrição feita por palavras. Além disso, a matemática é a árvore da qual brotam os frutos das ciências exatas: física, química, biologia, estatística, engenharia, medicina - nada disso seria possível sem a matemática.





